Quando pensamos em comprar um carro, usamos a Tabela FIPE como referência para saber o preço médio de mercado de acordo com marca, modelo e ano de fabricação. Se a tabela indica que o veículo custa em média R$ 22.000, mas encontramos anúncios por R$ 14.000, é natural desconfiar. A própria imprensa e órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, alertam que preços muito abaixo do mercado geralmente escondem riscos: veículo com problemas, golpe ou perda financeira.
A sabedoria popular resume isso bem: “quando o milagre é demais, o santo desconfia”.
No tratamento com Ibogaína, o raciocínio é o mesmo. Não existem milagres em saúde — existe ciência, equipe qualificada e estrutura adequada.
De acordo com o Global Ibogaine Therapy Alliance (GITA), organização internacional que promove conferências sobre o tema, o custo médio de um tratamento em clínicas de referência no mundo gira em torno de US$ 8.000 (cerca de R$ 40.000 na cotação atual).
No Brasil, reportagens de veículos como a Folha de S. Paulo e Estado de Minas já apontaram que o valor médio de um tratamento sério, com acompanhamento médico, estrutura adequada e protocolos de segurança, é de aproximadamente R$ 7.200.
Porém, ainda hoje, muitas pessoas se deixam seduzir por ofertas de “tratamentos milagrosos” anunciados por R$ 5.000, R$ 4.000 ou até menos. O resultado quase sempre é o mesmo: frustração, perda de dinheiro e, pior ainda, riscos sérios à saúde. Nessas situações, o problema não é a ibogaína em si, mas a escolha equivocada de um serviço sem condições reais de oferecer segurança e resultados.
👉 A verdade é simples: qualquer oferta de tratamento por ibogaína muito abaixo de R$ 6.500 deve ser vista com extrema desconfiança. Assim como na compra de um carro, preço baixo demais não é oportunidade — é armadilha.